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Patrícia Lobo

Sab | 24.12.11

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Por Patrícia Lobo

O Natal para mim era tudo. Eram presentes, doces e, principalmente, amor e família. Lembro-me de passar todos os Natais em casa da minha avó paterna. A mesa de jantar estava sempre cheia de comida e doces típicos da época. Lembro-me das gargalhadas em família, lembro-me de cada história antiga que contavam aos mais pequenos, inclusive eu. Lembro-me das canções de Natal que todos cantávamos. Assim se passava uma boa noite. E quando soavam as doze badaladas, corríamos para a janela e chamávamos o Pai Natal, gritando com todas as forças que tínhamos. Minutos depois, ouvíamos alguém bater à porta, como se avisassem que tinham chegado os presentes. Ficávamos eufóricos. A imagem de um chão de uma grande sala de estar coberto de presentes é algo que nunca esquecerei. E é sempre algo que me deixa de lágrimas nos olhos, tal como me deixava há alguns anos atrás.
Agora o Natal é diferente. É passado com mais maturidade. Já sabemos que o Pai Natal por quem chamávamos à janela eram os meus avós e a minha mãe, enquanto o meu pai e os meus tios nos incentivavam a gritar por ele, à medida que nos iam vigiando para não escaparmos para a sala, onde os outros estavam demasiados atarefados a colocar todos os presentes junto à árvore.
Porém, a mesa recheada de doces continua a mesma de sempre. As gargalhadas e as músicas também. E o amor de família, paira sempre no ar.

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