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Patrícia Lobo

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08.11.11 | Patrícia Lobo
Os pés descalços faziam a madeira ranger em determinados sítios devido à fragilidade do chão daquela casa. A um ritmo que só ela comandava, sem mesmo se aperceber disso, passava horas ali. Era a divisão da casa que mais gostava, porque as paredes da mesma eram somente espelhos. Estava tudo com demasiado pó, da primeira vez que por lá passou e espreitou pela janela, mas não iria perder por nada a oportunidade de ter um sítio para meditar, no meio do nada, numa casa abandonada, numa divisão poeirenta e esquecida no tempo. De facto, ali as horas perdiam-se na eternidade e ela ficava horas a dançar em frente aos espelhos, enquanto o pó se ia levantando por onde ela passasse, ainda que suavemente, como se deslizasse. Nada a fazia mais feliz. Estar sozinha, vazia de sentimentos e pensamentos e apenas dançar, dançar, dançar...

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