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Patrícia Lobo

Patrícia Lobo

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22.03.11, Patrícia Lobo
Do you know that there's still a chance for you 'cause there's a spark in you.

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21.03.11, Patrícia Lobo
No fim, regresso à origem de todos os outros dias. Deito-me e cubro o meu corpo gelado com os lençóis. Fico horas a olhar as estrelas brilhantes que pintei no tecto, sobre a cama. Num acto inconsciente, a minha mão sobe e com o indicador esticado finjo tocar as estrelas. Faço isto desde criança. Nunca perdi este hábito. É como uma escapatória, como um sonho que quero que perdure no tempo. Fecho os olhos. Adormeço.

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20.03.11, Patrícia Lobo
Sem querermos passámos a fazer parte das vidas um do outro. Os nossos olhares cruzaram-se. Foi ali, naquele preciso momento, que prometi não mais esquecer os olhos verdes e amendoados de quem me tinha conquistado com um sorriso atrapalhado.

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20.03.11, Patrícia Lobo
Se hoje não ouvires a minha voz, fica preocupado. Se não me encontrares, grita por mim. 
O que mais quero é estar ao teu lado e, por isso, se não me vires a correr na tua direcção, se não te olhar nos olhos, se não te beijar, fica preocupado.

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13.03.11, Patrícia Lobo
Olhou uma última vez para o pequeno relógio de bolso que herdara do seu avó, já falecido. Por momentos, fixou o seu pensamento naquele ser humano que tanto o fez sorrir com as histórias das suas conquistas. Gostava particularmente de ouvir o velhote contar como conheceu, e quantas loucuras cometeu para conquistar a dona Francisca, sua avó. Contudo, algo o fez retomar à realidade. 
Quando olhou para o relógio com olhos de ver, apercebeu-se o quão tarde já se fazia, e decidiu abandonar a esplanada do café onde se encontrava. Os olhos azuis, cor de mar, olharam o céu a querer escurecer enquanto o seu corpo cortava a esquina daquela rua e começava a descer a avenida. A sua mente já vagueava num outro lugar. Como gostava de o fazer. Perdia-se em recordações, pensamentos. Fazia-o para não pensar na vida que agora levava, todos os dias. Fazia-o para não pensar em quem não o merecia. Aquela que o deixou à espera na esplanada, até o céu escurecer. 
Afinal, era somente ele que estava perdido. De amor. Não correspondido.

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