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Patrícia Lobo

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25.10.12 | Patrícia Lobo
?De entre tudo o que já ouvi sobre o amor, o que mais me intriga é a sua procura. Dizem-me que a melhor forma de procurar o amor é, justamente, não o procurar.Pois bem, a melhor forma de procurar o amor – digo eu – é deixar que ele aconteça, como acontecem os dias, sem que para isso tenhamos que pedir que mais um venha. O amor vem sim, mas é necessário que, no mínimo, dele estejamos à espera. Se não estivermos na estação é bem possível que, chegado aí, ele se meta na carruagem e parta de novo, sem que nunca saibamos que um dia ele aí esteve. A verdade do amor – e toquem os sinos, cantem as crianças afinadas – é que não somos nós que o procuramos, é justamente ele que nos encontra...

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23.10.12 | Patrícia Lobo
Ninguém morre por amor, não é? Mas achas que temos de aceitar algo que não gostamos? Achas que temos de aceitar que a pessoa que amamos possa ser feliz com outra pessoa? Temos não é... Se não era egoísmo. Mas, achas que vale a pena continuar a lutar? Vale a pena esperar? Que o nosso dia chegue? 
Se tiver de ser, será. Por isso, continua a lutar até ao fim, mesmo que não saibas até onde terás de ir para o encontrares. Porque valerá sempre a pena esperar por quem nós amamos. Mesmo que essa pessoa já tenha encontrado a felicidade noutro coração. Porque quem ama de verdade, nunca desiste. Não por vontade própria. E porque amamos, também devemos aceitar o bem dessa pessoa, a sua felicidade. Porque... Se tiver de ser, será. E quem sabe se não é amando essa pessoa que acabarás por te deixar conquistar por outra que te fará bem mais feliz? Que te dará bem mais; que te quererá bem mais; que te amará como nunca ninguém amou... 

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22.10.12 | Patrícia Lobo
Perco-me nesses teus olhos cor de amêndoa e só volto a encontrar-me quando não estás por perto. Sou frágil ao teu lado; sinto que vou ceder a qualquer instante. E enquanto o vento gelado me abraça, eu rezo para que ele te traga. Mas já não sei se te quero. Não me entendo. Quero que sejas livre e feliz; e ao mesmo tempo, feliz e livre comigo. Boa noite, bebucho.

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17.10.12 | Patrícia Lobo
A chuva ia caindo sobre o meu rosto. Desprotegida, deixei que as gotas de água me atingissem e trouxessem as lembranças, sem que me opusesse. Recordações primaveris que apeteciam ter de volta. E a saudade regressou; e a saudade permaneceu.

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14.10.12 | Patrícia Lobo
Passaram-se quatro estações e, pela primeira vez, não senti toda aquela necessidade letal de te envolver nos meus braços, como uma criança abraça o seu peluche favorito. O meu corpo limitou-se a manter a distância suficiente para que trocássemos frases banais e fumássemos o nosso cigarro debaixo do pequeno alpendre. Mas, durante os poucos minutos que permanecemos lado a lado, o meu olhar obrigou-me a contemplar o teu ser e, dei por mim a questionar-me sobre o verdadeiro amor - será que ele morre de um dia para o outro? Concluí que talvez este amor esteja apenas adormecido para que eu consiga ser feliz noutro lugar.

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