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Patrícia Lobo

Patrícia Lobo

Leituras de Abril

30.03.19, Patrícia Lobo

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O mês de Março foi bastante calmo ao nível de leituras. Só não consegui terminar o quarto livro de Harry Potter, como vos tinha falado aqui. E nem sequer o comecei. Portanto, o Projecto Accio ficou em stand by durante este mês. No entanto, tenho planos para voltar ao mundo mágico de Potter já esta semana.

 

Por outro lado, tenho sido fiel ao The Bibliophile Club. Li o God Help The Child, da Toni Morrison. Em Abril, o tema será Thriller e Mistérios. Confesso que, apesar de ser uma categoria da qual tenho bastante interesse, não costumo ler muitos livros dentro do tema. Mas sempre que leio fico agarrada à história.

Este mês vou aproveitar para ler o Tríptico*, da Karin Slaughter, porque li uma crítica bastante positiva de uma antiga colega de escola, que sigo no instagram e tem uma conta maravilhosa, e fiquei curiosa.

 

Desta vez e para o resto do mês, não tenho mais planos de leituras, nem participações em mais algum clube. Vou apenas terminar Freddie Mercury: A Biografia Definitiva* e venha o que vier.

 

* Este blog é agora afiliado da Wook.

The Bibliophile Club | Um livro escrito por Toni Morrison

21.03.19, Patrícia Lobo

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Livros escritos por mulheres ou sobre mulheres. Foi esta a categoria do mês de Março para o The Bibliophile Club. Decidi ler God Help The Child, da Toni Morrison - um livro que já tinha começado a ler, há uns bons meses atrás, mas que nunca mais acabei. Foi a oportunidade perfeita!

 

A protagonista deste livro é Lula Ann Bridewell, ou Bride, como é conhecida por todos. É uma jovem mulher, bem sucedida na vida profissional mas, na vida pessoal, nem tanto assim. Desde que nasceu, Bride sente na pele a rejeição, exactamente por causa do seu tom de pele. O pai abandonou-a e à sua mãe logo depois de ela nascer, alegando adultério, pois Bride era muito mais negra que os seus pais. Como se não bastasse, a sua mãe sempre a tratou com demasiada frieza, ao ponto de ter ensinado Bride a chamá-la de Sweetness, em vez de mãe. 

Ao longo do livro vamos navegando um pouco entre o presente e o passado da vida de Bride, e de outras personagens, compreendo os efeitos dos traumas vividos durante a infância já numa fase adulta das suas vidas.

 

Toni Morrison escreveu uma história sobre racismo, mas não só. É também sobre amor e sobre como seguir em frente, face a tantas dificuldades.

 

Apesar deste romance me ter cativado bastante, dei apenas 3 estrelas no Goodreads. Achei algumas partes do livro um pouco confusas ou que aconteceram depressa demais. Senti que a autora poderia ter desenvolvido mais as personagens à volta de Bride e da sua história. Soube a pouco.

 

Sobre a autora

Toni Morrison é conhecida pelos seus romances fortes, baseados nos problemas vividos pela população negra nos Estados Unidos da América, focando-se na situação das mulheres. Romances estes que já lhe valeram, em 1993 (ano em que nasci!), o prémio Nobel da Literatura, e em 2012, a Medalha Presidencial da Liberdade, maior condecoração civil dos Estados Unidos da América, concedida pelo Presidente Barack Obama; entre muitos outros.

 

Para quem ainda não leu e está interessado, pode comprar o livro aqui:

God Help The Child, Toni Morrison *

* Este blog é agora afiliado da Wook.

Share The Meal | Combater a fome mundial

18.03.19, Patrícia Lobo

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E se conseguisses alimentar uma criança, um dia inteiro, através de um clique? E se eu te disser que por 40 cêntimos fazes o que acabei de te perguntar? Share The Meal é o nome de uma aplicação solidária desenvolvida para combater a fome mundial - iniciativa do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (United Nations World Food Programme).

 

Porquê a fome?

815 milhões de pessoas em todo o mundo não têm comida suficiente para levarem uma vida saudável e ativa. Desde 1990, o número de pessoas que sofrem de fome foi reduzido em 216 milhões. Mas a fome continua a matar mais pessoas todos os anos do que o SIDA, a malária e a tuberculose combinados. Pretendemos mudar isso tão rapidamente quanto possível. A fome é o problema existente com maior solução: alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro custa apenas € 0,40. (Fonte)

 

Esta aplicação, que está disponível para Android e iOS, permite-te escolher a causa pela qual queres doar, ou seja, podes especificamente ajudar crianças da Palestina, partilhar refeições para escolas no Líbano ou, simplesmente, doar para alimentar crianças em todo o mundo, onde estarás a contribuir para as situações mais críticas a nível global.

 

Aconselho a que passem pelo site oficial da aplicação, em português, onde podem ler e obter muitas mais informações sobre esta iniciativa tão maravilhosa! Na própria aplicação também encontram toda a informação. Já estão com o telemóvel na mão?

 

Quanto à minha experiência pessoal, posso dizer-vos que doei apenas uma vez, no final do ano passado. Mas hoje, recebi um e-mail que me fez relembrar o quão bom é ajudar o próximo. Naquela altura, doei 12 euros. Sabiam que com 12 euros ajudei uma criança a ser alimentada durante um mês inteiro? O que é isso a menos na minha carteira? Menos um livro comprado naquele mês? Foda-se, que seja! Já voaram mais 12 e alguém vai andar de barriguinha cheia!

Uma Mãe, duas Avós

16.03.19, Patrícia Lobo

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O Dia da Mulher já lá vai, mas as Mulheres da minha vida estão comigo todos os dias. E todos os dias me sinto grata por as ter - ou ter tido - na minha vida. Hoje, quero falar-vos sobre uma mãe e duas avós.

 

Avó Geninha

 

Nasceu nos anos 30, na aldeia que me viu crescer. Já viveu muitas primaveras. Umas mais coloridas que outras. Com poucos anos de idade, foi viver para Lisboa com os padrinhos, pois os seus pais não tinham dinheiro para sustentá-la a ela e aos três irmãos. Estudou até, ao que era na altura, a sexta classe. Casou nova com o meu avô Alfredo e tiveram três filhos. O meu pai é o mais lindo deles todos, claro. Mas a vida pregou-lhe uma partida. O meu avô faleceu com cerca de 40 anos. Uma vida pela frente e três filhos para criar... sozinha. Foi e é uma mulher de garra.

Hoje em dia, os ossos já não a perdoam, mas anda sempre de um lado para o outro com o seu tablet atrás, cheio de jogos. É a avó que vai ler notícias na Internet e ver vídeos de tricot no Youtube. É verídico. É a avó do século XXI. E é minha!

 

Avó Dina

 

Nasceu nos anos 40, e viveu durante muitos anos em Oeiras. Namorou com o meu avô à janela, como se vê nos filmes antigos, e casaram-se depois de ele voltar do Ultramar. Tiveram dois filhos: a minha mãe e o meu padrinho. Foi a avó com quem eu passei grande parte da minha infância. Foi com ela e com o meu avô que vivi enquanto estive na faculdade. Foi com ela que passei maior parte da minha vida. Mas ninguém é eterno.

Lutou contra um cancro da mama durante quatro anos. E durante esses quatro anos não a vi baixar os braços. Era mais teimosa que a família toda junta. Acabou por falecer em 2015 e a sua perda foi a maior dor que eu já senti em toda a minha vida. Recordo-me dela como a avó que adorava futebol e o Benfica. Não perdia um jogo e, se não desse na televisão, ligava o rádio para ouvir o relato. Era a avó que fazia a melhor sopa da pedra do mundo. Era a avó que jogava Buzz todos os Natais. Tenho saudades dela...

 

Mãe

 

É a mãe que me liga para saber se eu já comi ou que manda mensagem para saber se eu já cheguei a casa. É a mãe que fala sozinha e relata todos os movimentos que faz (o que, por um lado, é hilariante, mas por outro, super irritante!). É a mãe que veio viver para uma aldeia, para dar uma vida mais segura às filhas. É a mãe que deixa de comprar coisas para ela, para poder dar às filhas. É a mãe que num segundo ralha comigo e no outro está a dar-me abraçinhos. É a mãe que é igual à avó Dina. Excelente cozinheira e muito teimosa.

Sinto que, às vezes, não lhe dou tanta atenção como ela merece. Reconheço o seu valor, mas nem sempre o demonstro. É a mulher mais bonita e a mãe que eu não trocava por nada neste mundo!

 

Desafio do mês de Março para o The Bibliophile Club.

Filmes | Bohemian Rhapsody, finalmente!

14.03.19, Patrícia Lobo

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Farrokh Bulsara queria ser o que todos nós queremos ser. Farrokh Bulsara queria ser ele próprio. Farrokh Bulsara não desistiu. Farrokh Bulsara renasceu como Freddie Mercury.

 

Vi, finalmente, o Bohemian Rhapsody! Eu sei, já venho atrasada e, provavelmente, já leram umas mil opiniões acerca deste tema, mas não quero deixar de partilhar a minha admiração pelo Freddie e os Queen e a surpresa que foi ver um filme genial sobre as suas histórias.

 

Oiço Queen desde que sou gente. Felizmente, os meus pais incutiram-me um excelente gosto musical! Por isso mesmo, ver este filme só faria sentido se estivesse na companhia deles. Assim foi e eles gostaram tanto quanto eu. Escusado será dizer que, depois disso, passámos uns dias a cantar as músicas do filme e, esporadicamente, dois ou três Galileos, muito desafinados!

 

Mesmo sendo fã da banda, não fazia ideia de muitos dos pormenores da vida pessoal de Freddie ou dos outros elementos de Queen. Bem sei e muito se fala que o filme não retrata de forma fiel os acontecimentos, mas no fim, não acho que nada disso tenha tirado o mérito merecido.

A caracterização do Rami Malek estava genial, mas o que me conquistou foi a sua postura - na minha opinião, muito à la Freddie Mercury. Valeu-lhe um Óscar, pois está claro! O Gwilym Lee, no papel de Brian May, surpreendeu-me pelas semelhanças físicas tão evidentes. E o Roger Taylor, interpretado por Ben Hardy, estava gato demais!

 

Fãs ou não de Queen, todos deviam assistir a este filme. E, segundo li por aí, a banda está a planear uma sequela de Bohemian Rhapsody. Será verdade? Venha ela!

The Bibliophile Club | Amor, coragem e esperança

05.03.19, Patrícia Lobo

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Se a minha primeira participação no The Bibliophile Club foi desastrosa, a segunda não poderia ter sido melhor! O tema de Fevereiro foi ROMANCE. Como vos disse aqui, decidi arriscar e ler dois livros. Primeiro, li O Tatuador de Auschwitz e, já no final do mês, terminei Nunca Me Esqueças.

 

Sem me aperceber, escolhi dois livros muito semelhantes. Duas histórias verídicas; duas pessoas sofridas, mas de uma coragem inabalável. A verdade, é que foram dois romances que me deixaram revoltada, porque relatam muitas cenas de actos desumanos.

 

Nunca Me Esqueças

 

Este livro é um romance histórico baseado na história verídica de vida de Mary Broad, filha de pescadores da Cornualha, Inglaterra, que é condenada por roubar um chapéu e, por conseguinte, deportada para a Austrália em 1786. Juntamente com outros prisioneiros, Mary passa dias tormentosos até à sua chegada em Botany Bay. Mas os terrores não ficam por aí...


Li o Nunca Me Esqueças pela primeira vez em 2011. Apesar de já não me lembrar de muitos dos pormenores da história, recordava-me de que este livro era, na altura, o meu romance favorito. Em 2019, continua a sê-lo, sem dúvida.

O engraçado é que, de romance, este livro tem muito menos do que se espera. Conhecemos em cada página uma Mary lutadora e corajosa, que não se deixa abater pelas atrocidades que a vida lhe proporciona. A autora, Lesley Pearse, descreve de uma forma bastante realista, por um lado, as condições de vida degradantes dos prisioneiros e, por outro, as atitudes e pensamentos de Mary e é de chorar, a sério. Perdi a conta das vezes que as lágrimas me vieram aos olhos.
Voltei a dar cinco estrelas no Goodreads.


O Tatuador de Auschwitz

 

Este livro é baseado na história de amor de Lale, tatuador de outros prisioneiros como ele, em Auschwitz, e a sua Gita. Lale chega em Abril de 1942 ao campo de concentração de Auschwitz e, depois de algumas circunstâncias desagradáveis, torna-se o tatuador principal dos prisioneiros que ali chegam. É em Junho do mesmo ano que Lale tem de tatuar o braço de Gita. É amor à primeira vista e a história desenrola-se bastante a partir daí. O principal objectivo de Lale é a sua sobrevivência e a de Gita, custe o que lhe custar.

 

O Tatuador de Auschwitz é o resultado de uma série de entrevistas que a autora, Heather Morris, fez a Ludwig (Lale) Sokolov, durante anos. E que bom resultado! Mais uma vez, a descrição dos horrores vividos pelos prisioneiros deixaram-me sem palavras. No entanto, o sentimento de esperança que este livro transmitiu, foi superior a tudo o resto. "Se acordamos de manhã, já é um bom dia." - Lale.

Dei quatro estrelas no Goodreads.

 

Já leram algum destes livros? O que acharam? Para quem ainda não leu e está interessado em chorar um pouco, pode comprá-los aqui:

Nunca Me Esqueças, Lesley Pearse *

O Tatuador de Auschwitz, Heather Morris *

* Este blog é agora afiliado da Wook.

Leituras de Março

02.03.19, Patrícia Lobo

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Não parece que foi ontem que o ano começou? Como assim, já estamos em Março? Começo a ficar assustada com a rapidez com que o tempo passa. E Fevereiro, passou mesmo a correr. Este mês o blog não foi uma prioridade, infelizmente. O trabalho e cansaço estão a apoderar-se de mim. Mas, no entanto, tenho-me refugiado bastante nas minhas leituras.

Antes de vos dizer quais serão os livros previstos para Março, devia falar sobre os que li no mês passado, mas vamos ignorar isso e fazer as coisas ao contrário. Deixo-vos as minhas previsões consoante os projectos que irei participar.

 

The Bibliophile Club

Como Março é o mês da mulher, as meninas do The Bibliophile Club decidiram que o tema seria "Livros escritos por mulheres ou sobre Mulheres". Soube logo que livro iria ler. God Help The Child, da Toni Morrison, é um livro sobre racismo enquanto crianças e como esse trauma influencia a vida de uma pessoa já em adulto. Caso queiram ver a sinopse completa, cliquem aqui.

Ainda esta semana vos falo da participação de Fevereiro, sobre O Tatuador de Auschwitz e Nunca Me Esqueças.

 

Projecto Accio

A colecção de livros continua a compôr-se. Depois de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, livro e filme-concerto, segue-se Harry Potter e o Cálice de Fogo. A partir do terceiro filme/livro, lembro-me de poucos pormenores da história, porque já não vejo os filmes há muito tempo. Portanto, é como se estivesse a conhecer a história pela primeira vez. É mais um livro cinco estrelas, com certeza.

 

Net Book Club

A novidade do mês é a minha participação no Net Book Club, organizado pela Cláudia, do A Mulher Que Ama Livros. Já conhecia o clube há algum tempo, mas este mês será a minha estreia. A escolha do livro é feita nos stories do Instagram do @_netbookclub_ e o livro escolhido foi: Imortalidade, da Rachel Heng. Um romance num futuro próximo, onde a esperança média de vida ronda os 300 anos e a imortalidade é o que mais importa. Caso queiram ver a sinopse completa, cliquem aqui.

 

Março é mesmo o mês da mulher no meu plano de leituras. Toni Morrison, J.K. Rowling e Rachel Heng. E vocês, vão participar em algum clube de leitura que mencionei? Já sabem que livros irão ler este mês?