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Patrícia Lobo

Porquê o Sapo?

27.04.19 | Patrícia Lobo
 
Acho que ninguém sabe, mas criei o meu primeiro blog no SAPO Blogs. Não me recordo do nome, do conteúdo, nem sequer do ano em que o criei (talvez 2007 ou antes!). Mas lembro-me que foi nesta plataforma e eu sou uma pessoa que gosta de regressar às origens.
 
Em Dezembro de 2018, senti-me desmotivada com a antiga plataforma onde alojava o meu blog. Sentia que já não me acrescentava em nada. Foi aí que resolvi começar a fazer uma pesquisa mais intensa para perceber qual seria o passo a dar a seguir. Não poderia escolher outra opção quando voltei a dar de caras com o SAPO Blogs.
 
Já algum tempo que quero partilhar com vocês algumas das razões pelas quais decidi voltar a esta plataforma que tanto cresceu desde a última vez que por cá andei. Hoje é o dia!
 
 
PLATAFORMA PORTUGUESA
Foi um dos grandes motivos para regressar. Agora, sinto-me mais perto da comunidade de blogs portugueses. Tão simples quanto isto.
 
 
DESTAQUES
Todos os dias, a equipa do SAPO Blogs, destaca publicações das mais variadas categorias. Através destes Destaques, tenho conhecido cada vez mais blogs cujo conteúdo me cativa.
É também importante salientar que são também destacados posts de blogs recentes, o que permite que os mesmos tenham uma maior visibilidade e oportunidade de crescerem dentro da comunidade. Uma semana após a mudança para a plataforma, um dos meus posts foi destacado. Senti reconhecimento e fui prendada com imensas visitas de outros bloggers depois disso.
 
 
DESIGN
A facilidade com que se cria um layout adequado ao nosso estilo na plataforma é imensa. Posso dizer-vos que todo o layout produzido para este blog foi baseado num dos templates modelo que a plataforma oferece, e ao qual dei o meu toque pessoal. São mais de 70 e para todos os gostos!
À semelhança dos posts destacados, o SAPO Blogs, também nos apresenta uma página de Blogs Com Design Dentro, onde todos se podem inspirar num conjunto de blogs personalizados, sem que tenha sido preciso mexer em HTML. É com muito orgulho que vos digo que o meu blog se encontra nessa lista especial.
 
 
ENTREAJUDA
No blog Ajuda Blogs, da equipa do SAPO Blogs, são publicados posts de ajuda para quem não percebe assim tantos de blogs. Por exemplo, quando quis colocar um domínio próprio no blog, procurei e encontrei ajuda numa dessas publicações.
Mas não só a equipa nos oferece ajuda, como espera de nós todo o feedback possível para continuarem a crescer e responder às nossas necessidades. Foi este espírito que me cativou. Foi... o estar mais perto de tudo e de todos, por aqui.
 
 
Podia alongar-me mais, mas não o farei. Quem ainda estiver a ler esta publicação já deve estar prestes a desistir, mas estou a acabar! Foquei-me nas principais razões que me levaram a escolher o SAPO Blogs para partilhar tudo aquilo que me apetecesse neste espaço. Tudo o resto que tem de bom, espero que descubram por vocês próprios quando se renderem a esta excelente plataforma portuguesa!
 
Quem ficou rendido?

Camila

25.04.19 | Patrícia Lobo

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Eu tenho um amigo que é mesmo muito chato. Gostava que soubessem disso, para perceberem como é que a Camila veio parar cá a casa. Mas, para além de chato, tem o maior e melhor coração do mundo.
 
No final de Janeiro, a Camila foi resgatada de uma vida de maus tratos e negligência, juntamente com outros dois cães, a Carlota, que já foi adoptada, e o Barbas. Foram encontrados numa casa que parecia estar abandonada, presos a correntes, sem comida e apenas com água da chuva já verde, em baldes. Simplesmente, foram esquecidos ali.
 

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É chocante, eu sei. A Camila do início do ano e a Camila de agora. Depois de mais de quatro anos a viver ao frio e à chuva, o resultado não podia ter sido outro. Mas apesar de todas as atrocidades pelas quais teve de passar, e ao contrário do Barbas que ainda não deixa que ninguém se aproxime dele com medo, a Camila mostrou-se muito afectuosa desde o primeiro contacto com pessoas.
 
A partir desse momento, o meu amigo chato, que faz parte da associação que resgatou a Camila, Associação Amigos dos Animais de Rio Maior, começou a sondar algumas pessoas de confiança para conseguir que ela fosse adoptada. Eu fui uma dessas pessoas e a minha primeira resposta foi negativa. Primeiro, porque adoptar um animal requer bastante ponderação e, segundo, porque não sabia se reunia todas as condições para prosseguir com a adopção. Andámos nisto do "Não queres adoptar a Camila? Ela é tão querida! Vais adorá-la!" durante dois meses (percebem agora como ele é chato?), até que o meu amigo me falou em ser FAT, Família de Acolhimento Temporário. O objectivo seria acolher a Camila da minha própria casa, oferecer um lugar confortável para ela estar e dar-lhe muito carinho, enquanto que todas as despesas ficariam por conta da Associação. Hoje, sou FAT da Camila, mas não por muito mais tempo.
 
É claro que ela já não vai a lado nenhum! Os papéis da adopção estão prontos para serem assinados. A Camila já conquistou todos cá em casa, mesmo quando nos rouba e destrói meias! Ser FAT fez-me ver que tinha mais do que condições suficientes para mantê-la feliz comigo. E eu sou feliz por a ter por perto ♡
 
E vocês, conheciam o conceito de FAT? Já foram FAT de algum animal? O que pensam sobre isso?

1 + 3 | De A a Z

21.04.19 | Patrícia Lobo

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Amor: Desde sempre e para sempre uma romântica incurável.

 

Blog: Este blog tem feito parte da minha vida desde 2010. Apesar do conteúdo ter vindo a sofrer algumas alterações assim como a periodicidade com que publico, sinto que não sou capaz de me libertar do passado que por aqui vai. Faz parte de mim.  

 

Camila: Quem me segue no Instagram e esteve mais atento, sabe que sou FAT (Família de Acolhimento Temporário) da Camila, desde o início de Abril. Trouxe-a comigo depois de uma visita à Associação de Animais de Rio Maior e tem sido a luz dos meus dias. Já tenho os papéis da adopção prontos para serem assinados! Claro que já não sou capaz de a deixar ir embora ♡

 

Dinah: A minha avó foi e sempre será uma das pessoas mais importantes na minha vida. Foi uma mulher guerreira e combateu o maldito cancro até não ter mais forças. Dava tudo para a abraçar mais uma vez. 

 

Escrita: Escrevo desde que sou gente. Nunca fui pessoa de falar abertamente dos meus sentimentos. Sempre preferi escrevê-los. Já tive alguns diários em papel, mas este blog sempre foi uma espécie de porto de abrigo para mim. Hoje em dia, já não escrevo tanto. Talvez pela falta de tempo.

 

Fado: Um dos meus estilos de música favoritos. Hoje em dia, já não há muita gente que goste de Fado, infelizmente. No entanto, tive sorte de conhecer muitas pessoas que partilhavam o mesmo gosto. Ainda hoje falamos em visitar uma casa de fados, mas isso nunca aconteceu. Ainda está nos planos.

 

Gratidão: Não sou muito boa a mostrar sentimentos, mas sou muito boa a senti-los. Sou cada vez mais grata por aquilo que tenho na vida. Por tudo o que conquistei. Sou cada vez mais grata por quem tenho ao meu lado. Por tudo o que fizeram por mim. Só preciso de aprender a demonstrar um pouco mais. 

 

Harry Potter: Fez parte da minha infância e agora, já adulta, não sou capaz de largar este mundo mágico. Harry Potter ensinou-me a mim e a muitas outras pessoas valores bastante importantes. Espero um dia que os meus filhos gostem tanto disto como eu.

 

Inspiração: Adoro procurar inspiração em blogs ou livros, no Instagram ou no Pinterest, para conseguir tornar os meus dias melhores e mais produtivos. Há tanta coisa bonita que se faz por este mundo fora.

 

Juízo: Sempre fui a menina certinha. A marrona na escola. A rapariga que não saía da linha. Sempre gostei de organização e de planear coisas. Sempre tive juízo a mais, mas também tive os meus momentos de loucura.

 

Kiwi: Era o nome do coelho de estimação da minha irmã. Foi o nome mais original que demos a um animal de estimação cá em casa.

 

Livros: É viajar sem sair do mesmo lugar. É descobrir mundos diferentes sem colocar um pé fora de casa. Sempre gostei de livros e de ler. Durante algum tempo, deixei a leitura de parte, para voltar a redescobrir a minha paixão por livros.

 

Micaela: "Se eu matar alguém, ela é a pessoa a quem eu ligo para me ajudar a arrastar o corpo. Ela é a minha pessoa."

 

Nostalgia: Sou uma pessoa nostálgica. Gosto do meu passado e de revivê-lo, mesmo que doa.

 

Óculos: Uso-os desde os cinco anos de idade. Já não consigo ver-me sem eles. Já tive óculos vermelhos, pretos, à Harry Potter... Já pensei fazer uma operação para corrigir o meu problema, mas acho que não vou ser a mesma pessoa sem o meu adereço obrigatório favorito.

 

Porto: Vivo perto da Grande Lisboa. É uma cidade bonita, mas o Porto... Que cidade maravilhosa! Guardo a cidade num lugar especial no meu coração, pois foi o destino da minha primeira viagem a solo. Foi o Porto que me recebeu de braços abertos quando mais precisava de me reencontrar.

 

Qualidade: Sempre preferi qualidade, a quantidade. Sejam amigos ou batatas fritas. Até podem ser poucos, mas têm de ser bons! 

 

Responsabilidade: Ser adulta é sinónimo de ser responsável. Tenho de ser eficiente no trabalho que faço. Tenho de pagar as contas a tempo e horas. Tenho de cuidar da Camila, da minha família e de mim. Por vezes, ser responsável pode ser uma seca, mas quando vês a vida a acontecer diante dos teus olhos, é a melhor sensação de sempre.

 

Sorriso: Sempre me disseram que sou uma pessoa que está sempre a sorrir. Tenho perfeita noção disso e adoro que assim seja.

 

Trabalho: Uma das minhas maiores preocupações era fazer algo de que não gostasse no dia-a-dia. Posso dizer-vos que, apesar de ter estudado Matemática Aplicada na faculdade, não faço nada relacionado com isso. Trabalho numa empresa de Consultoria, Tecnologia e Outsourcing e a-do-ro

 

Universo: Sempre tive um fascínio sobre o Universo e vontade de aprender mais sobre ele. Descobri que os livros do Stephen Hawking são perfeitos para isso.

 

Vitórias: Desde 2017 que sinto que a minha vida começou a tomar um rumo mais certo. Foi um ano em que também sofri bastante, mas as vitórias que se seguiram, fizeram-me superar tudo isso. No início desse ano, arranjei o meu primeiro e ainda actual emprego. Em 2018, comprei uma casa. Em 2019, trouxe a minha Camila Camomila para casa. Sempre a somar vitórias!

 

Wish You Were Here (Pink Floyd): É a minha música favorita de sempre. Faz-me lembrar de todas as pessoas que por algum motivo estão longe, mas que queria muito ter ao pé de mim.

 

Xadrez: Adorava saber jogar, mas sou um zero à esquerda neste desporto.

 

Youtube: Para além do Instagram e do Spotify, deve ser a aplicação que mais uso no dia-a-dia. No trabalho, gosto de ouvir concertos ao vivo, enquanto realizo as minhas tarefas. Em casa, tenho visto bastantes vídeos de booktubers.

 

Zero: Todos os dias são dias de recomeçar. Todos os dias são o dia zero.

 

Este texto faz parte do Desafio 1+3

The Bibliophile Club | Tríptico

19.04.19 | Patrícia Lobo

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O The Bibliophile Club continua a ser o clube de leitura mais especial para mim e para este blog. A maioria das últimas publicações aqui são relativas ao clube... Desculpem lá! Este mês não foi excepção e a categoria escolhida foi a minha preferida, até ao momento. Thrillers e Mistérios. Sou fã deste tipo de livros e, vá se lá saber porquê, são os que menos leio. A minha escolha para este mês, Tríptico*, da Karin Slaughter, veio relembrar-me do quão bom é ler um óptimo thriller.

 

O corpo de Aleesha Monroe é encontrado nas escadas do prédio onde vivia, num bairro social. O detective da Polícia de Atlanta, Michael Ormewood, é chamado ao local e depara-se com um dos maiores assassinatos da sua carreira. Aleesha foi brutalmente assassinada e, rapidamente, ligam este caso a uma série de ataques violentos. O elo de ligação? A língua das vítimas foi arrancada à dentada!

 

Nesse momento, Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, do Georgia Bureau of Investigation, mas a relação dos dois não é a melhor.

Um dia depois da morte de Aleesha, a polícia é alertada para um novo ataque que ocorreu mesmo nas traseiras da casa de Michael Ormewood...

 

Tríptico* é, até agora, o meu livro favorito do ano! Dei 5 estrelas no Goodreads, pois a história agarrou-me do início ao fim. É um thriller policial muito bom, com personagens muito interessantes e bem desenvolvidas. A autora também não se poupou a pormenores e diálogos fortes e chocantes, o que tornou a leitura muito mais cativante. No entanto, confesso que fiquei mal disposta com algumas descrições.

 

E vocês, já leram este ou outro livro da autora? E como vão as vossas leituras para o TBC?

 

* Este blog é agora afiliado da Wook.

Livros | Left Drowning

07.04.19 | Patrícia Lobo

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Depois de ler 180 Seconds, da Jessica Park, e de ter sido uma agradável surpresa, decidi arriscar em mais um livro da autora. Left Drowning foi um livro que me comoveu bastante. É um livro sobre família, dor, amor e superação. Sobretudo, superação.

 

Blythe McGuire entra em depressão após um terrível incêndio que matou os seus pais. Anos mais tarde, Blythe ainda luta para superar a perda e evita ao máximo o contacto com pessoas do seu passado, que a fazem reviver a pior altura da sua vida, inclusive o irmão. Até conhecer Chris Shepherd e a sua família.

À medida que a relação de Blythe e Chris se vai tornando mais profunda, Blythe mostra sinais de recuperação. A família Shepherd torna-se o seu pilar nesta fase da sua vida. No entanto, cada Shepherd também luta contra o passado traumatizante da família, principalmente Chris.

 

Jessica Park surpreendeu-me mais uma vez. Em Left Drowning, achei que a autora foi muito mais ousada. Penso que a própria história do livro obrigava a isso, para ter mais impacto. Por outro lado, a autora revelou também um registo mais erótico, do que em 180 Seconds. E é assim, para quem não gosta de livros com algumas cenas mais quentes, não aconselho a ler este livro. Tem muuuuuuitas cenas eróticas.

 

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Em 2015, dois anos após a publicação de Left Drowning, a autora lançou a sequela Restless Waters. Jessica Park focou-se na relação de Blythe e Sabin, uma das personagens que mais gostei no livro anterior. Sabin é um dos irmãos mais novos de Chris. Blythe conheceu-o, por puro acaso, ainda antes de conhecer Chris, e no primeiro livro conseguimos compreender que os dois mantêm uma amizade muito forte, desde o início. Nesta sequela, a amizade vai ser posta à prova. Sabin ainda não recuperou totalmente dos traumas do passado e Blythe não sabe como lidar com os seus sentimentos em relação a ele.