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Patrícia Lobo

Seg | 18.08.14

Clichés

Por Patrícia Lobo

Eu quero um amor a sério. Quem não quer, afinal? Daqueles que tiram o fôlego num só beijo. Daqueles que nos fazem sorrir até as bochechas doerem. Quero que a tua mão segure a minha enquanto tudo permanecer eterno. Que o amor seja tão grande que não caiba em nós. Quero sentir-me menina ao olhar para ti e mulher quando estou contigo. Quero noites de prazer e outras tantas de emoção. Passeios à beira-mar. Mantas, filmes e pipocas. 
Quero um ombro amigo, uma palavra reconfortante e um porto de abrigo nos dias cinzentos; nos dias em que nada mais parece fazer sentido sem ti. Que me relembres todos os dias de como é bom ter-te por perto, mesmo quando não te puder ver nem pintado de ouro; mesmo quando parecer ter-te esquecido. Quero discussões que reacendam a chama da nossa paixão. E que sejas tu a dar o braço a torcer mais vezes do que eu!
Quero viver numa casa enorme ou debaixo da ponte, desde que seja contigo. Quero filhos. Muitos filhos. Quero viver o conto de fadas a que tenho direito. Quero envelhecer ao teu lado, rir das nossas rugas e dizer piadas sobre a tua colecção de bengalas. 
Quero amar-te da mesma forma, com a mesma intensidade e dedicação, todos os dias. Que sejamos um só, para sempre e depois. Enfim, que o nosso amor seja igual a todos os outros "amores para sempre". No fim de contas, são os clichés que fazem valer a pena!

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