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Patrícia Lobo

Dom | 11.05.14

Saudade

Por Patrícia Lobo

Aposto no silêncio porque as palavras podem ser fatais. Num segundo, tudo o que foi já não é; tudo o que é nada chegará a ser.
Se ao menos tudo fosse fácil e eu tivesse mais vezes os pés assentes em terra firme. O teu sorriso nada me importaria, os teus olhos nada me diriam, a tua boca não me mentiria. Talvez eu tenha querido sempre demasiado. Demasiado de ti; ou de mim. Mas, a saudade... Essa faca que espeta profundamente o coração; que altera todas as decisões tomadas em vão e que não me deixa desistir de nós.
Sabes, aquela saudade que me faz sentir um nó na garganta quando estás longe e não sei de ti? Imagina o quanto ela mata quando estás por perto e não te posso tocar.

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