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Patrícia Lobo

Seg | 13.08.18

Vou encontrar aquilo que ainda procuro

Por Patrícia Lobo

Era uma vez uma menina que se tornou mulher. Espera... O quê? Ainda ontem eu brincava com Legos. Juro que ontem aprendi a primeira letra do abecedário. Vão dizer-me que não foi ontem que tive o meu primeiro desgosto de amor? 

Vinte e cinco anos e passaram a voar.

Quando somos mais novos, temos tendência a imaginar como será a nossa vida no futuro. Mostramos ansiedade sobre esse tema. Aos 18 anos queremos ter a carta de condução. Aos 21 queremos ser licenciados. Depois disso, é sempre a somar na vida: em idade e em sucessos.
Pessoalmente, não tirei a carta com 18, nem me licenciei aos 21. Longe disso. Aliás, toda a minha vida foi um plano furado. Nem tudo o que idealizei aconteceu na altura que previ.

Hoje, com 25, sinto que ainda me falta alcançar muita coisa e isso é algo que me assusta. Tenho um emprego estável, mas que me vem sabendo a pouco. Comprei uma casa, - sim, c-o-m-p-r-e-i uma casa (!!), com a ajuda preciosa da minha família - mas não tenho aquela pessoa com quem a partilhar. Não me interpretem mal, eu adoro a minha família, mas quero começar a minha. Por agora, os meus pais e a minha irmã vivem na minha casa, por questões práticas, uma vez que fica na cidade, mas não é o mesmo. Sinto que falta algo.

Sinto que ainda tenho muito para viver. Muitos sítios para conhecer. Pessoas para amar, principalmente. E não quero perder tempo. Acho que assim que acabar de escrever estas palavras, vou comprar um bilhete de avião. Porque sim. De certeza que é no mundo que não conheço, que vou encontrar aquilo que ainda procuro.

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